Sessão de Relato de Caso


Código

RC072

Área Técnica

Neuroftalmologia

Instituição onde foi realizado o trabalho

  • Principal: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Autores

  • ERICK CARNEIRO DE HOLANDA (Interesse Comercial: NÃO)
  • VICENTE HIDALGO RODRIGUES FERNANDES (Interesse Comercial: NÃO)
  • FREDERICO CASTELO MOURA (Interesse Comercial: NÃO)

Título

PERDA DE CAMPO E EDEMA DE DISCO: UM CASO DESAFIADOR

Objetivo

Dissertar a respeito do desafio diagnóstico que encontramos ao nos deparar com edema de disco óptico em paciente jovem associado a perda altitudinal de campo visual.

Relato do Caso

M.C., sexo feminino, 30 anos, diabética tipo 1. Em 4/1/17 referiu episódio de dor ocular leve e 1 dia após, ao acordar, notou perda de campo visual inferior em olho esquerdo. Procurou emergência da UNICAMP em 27/1/17 com permanência de perda altitudinal de campo. Negou trauma ou outros antecedentes oftalmológicos. Ao exame: acuidade visual central (0,5/0,8) com conta dedos 3 metros olho esquerdo ao inclinar cabeças para trás. À biomicroscopia: defeito pupilar aferente relativo à esquerda. PIO: 12/13. Fundo de olho: OD (disco óptico corado, sem escavação com tortuosidade peripapilar) e OE (disco óptico com palidez superior e edema superior, associado a microhemorragias peridiscais). Exames complementares: RNM sem alterações. OCT: alteração de fibras nervosas de porção superior de nervo óptico de olho esquerdo. Campo visual: perda de campo altitudinal inferior OE. Sorologias negativas. Discutido com equipe da neuroftalmologia, sendo formulada hipótese de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica de olho esquerdo, causada pelo acometimento dos vasos que irrigam o nervo óptico superior. Paciente retorna após 10 dias com melhora dos sintomas, acuidade visual 1,0 AO e melhora do edema de disco óptico.

Conclusão

A NOIA NA é uma patologia na qual ocorre isquemia transitória da cabeça de nervo óptico, causada por patologias de base como DM, hipertensão arterial sistêmica, disco cheio. Em geral não pródromos e a acuidade visual varia entre 20/60 e 20/200, tendendo a haver melhora progressiva. 80% dos acometidos referem perda visual ao acordar, devido à hipotensão noturna; costuma ser indolor (diferenciando de neurite óptica). À fundoscopia é comum edema pálido de disco com hemorragias peripapilares. Sem alterações à RNM, ao contrário da neurite óptica. Quando o edema é subclínico, pré NOIA e papilite diabética se fazem diagnósticos diferenciais importantes.

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